Personagem: Claudia

Sinopse: Montagem muito premiada no final dos anos 70 quando foi produzida pela atriz  Nyrce Levin e pelo diretor Paulo Albuquerque. Depois de algumas turnês pelo RJ e SP, criaram o Grupo Circo XX, que com  sucesso de crítica e público, faziam o teatro de resistência, como se chamava na época da ditadura militar no Brasil. A história escrita pela romena argentina Roma Mahieu (exilada na Europa por conta da montagem de Buenos Aires), retratava através de crianças brincando em uma praça, o mundo opressivo e preconceituoso que vivíamos tanto no Brasil como na América Latina. Apresentada em teatros de Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo,B.Horizonte, Brasília e turnê por todo o Norte e Nordeste. De 1976 à 1978.

Autora: Roma Mahieu

Elenco gaúcho: Raul Machado, Luis Carlos Magalhães, Nirce Levin, Ida Celina, Careca da Silva, Rafael Ponzi, Maria Clara Jorge, Chô Dornelles, Flávio Vargas e Sérgio Stein.

Elenco paulista: Walter Breda, Cristina Pereira, Zécarlos Machado, Nirce Levin, Alexandre Zacchia, William Tucci, Cacá Amaral, Vera Lima, Arthur Dornelles e Andréia Leão.

Produção: Grupo Circo XX

Ass. de Direção : Nirce Levin

Direção: Paulo Medeiros de Albuquerque

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Programa do espetáculo

Críticas

“Fica a convicção de que é inteiramente possível montar um grande espetáculo com simplicidade e sem a participação de grandes estrelas…. Talvez seja este um dos trabalhos mais notáveis do diretor gaúcho Paulo Medeiros de Albuquerque que juntamente com o elenco, compõe o Grupo Circo XX. Do elenco original que encenou em Porto Alegre estão presentes apenas Arthur dorneles e Nirce Levin…. Jogos na Hora da Sesta, produzida com poucos recursos, mas que pode traduzir o que há de melhor atualmente no nosso teatro.”

Milton Hatoum – Revista isto É – 19/04/1980

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“…Fascínio este que o excelente espetáculo do grupo Circo XX de Porto Alegre defende com plena eficiência…. As presenças de Raul Machado, Nirce Levin e Ida Celina notadamente são de uma inegável força crítica e entrega emocional.”

Yan Michalsky – JB – 27/01/1978

 

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“Quem dera a maioria das peças apresentasse esse nível”.

Sábato Magaldi – Março/78

 

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“O grupo revela um posicionamento experimental sério, raramente encontrável mesmo entre conjuntos dos maiores centros, pelo menos em São Paulo, e um trabalho de equipe elogiável que resulta em um espetáculo homogênio.”

Clóvis Garcia – Jornal o Estado de S.Paulo – Abril/78

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“Nenhum outro espetáculo em cartaz no Rio contribui com a mesma força que Jogos na Hora da Sesta para veicular a idéia de um teatro como achamos que o teatro deva ser: um teatro que leva o espectador a repensar alguns do mundo que o cerca, ao mesmo tempo que o diverte e envolve numa atmosfera de beleza; um teatro que não recua diante da tarefa de amparar o seu trabalho numa rigorosa análise intelectual, mas utiliza também com franqueza a arma da emoção; um teatro que toma posição diante do mundo, sem reduzir o mundo a fórmulas esquematizadas.”

Yan Micichalsky – Jornal do Brasil – Junho/78

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“Jogos na Hora da Sesta, produzida com poucos recursos, pode traduzir o que há de melhor atualmente no nosso teatro.”

Milton Hatoum – Revista Isto É – Abril/78

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“Jogos na Hora da Sesta é um dos espetáculos mais bem feitos da temporada. Traz no palco a vitalidade inconformada dos artistas jovens e talentosos. Encenação modesta que derrota os fogos de artifício teatrais e a ênfase da super-produção. Um momento raro de teatro inquietante que não deixa ninguém ir para a casa como se nada tivesse acontecido.”

Jefferson Del Rios – Folha de São Paulo – Abril/78

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“A montagem de Jogos na Hora da Sesta, texto da argentina Roma Mahieu e dirigida por Paulo Medeiros de Albuquerque, vem provar que é perfeitamente possível fazer – sem muitos recursos materiais – um teatro de altíssima qualidade no Rio Grande do Sul; que é fundamental um bom texto, bons atores e uma boa direção; que o tempo de ensaio é da maior importância (há grupos que se limitam a decorar o texto e improvisar marcações numa maratona de menos de um mês) ; que profissionalismo, seriedade, lucidez, cultura, informação artística e também política não se separam de um bom teatro.”

Caio Fernando Abreu – Folha da Manhã – Junho/77 – Porto Alegre

“Jogos na Hora da Sesta é um desafio, um alerta. No texto inteligente da autora argentina, na ótima direção de Paulo Medeiros de Albuquerque, na garra da interpretação dos atores… Jogos na Hora da Sesta é um espetáculo que não pode ser perdido pelo espectador inteligente.”

Tania Pacheco – O Globo – Junho/78

“Embora o texto não apresente uma contribuição original ao tema, a peça chega ao palco escorada por uma direção lúcida de Paulo Medeiros de Albuquerque e pelo desempenho de um afinado elenco.”

Jairo Arco e Flexa – Revista Veja – Abril/78


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